quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Toma lá que é para aprenderes!

Uma pessoa candidata-se a uma oferta de emprego, seja ela por intermédio de uma empresa de recrutamento ou directamente pela própria fonte do trabalho, e já sabe que vai estar muito tempo à espera de uma resposta, de um possível contacto para ir a uma entrevista. Isto, claro, em caso de resposta positiva, porque em caso de não sermos seleccionados não temos direito nem a um email automático enviado pela estagiária não-remunerada. Já me aconteceu por diversas vezes passarem-se dias e dias entre o período em que submeto a candidatura e a altura em que me contactam para uma entrevista. 

Ora, o que me traz aqui hoje é um facto deveras curioso que acabou de me acontecer. Por razões cá da minha vida, ontem passei-me ligeiramente dos nervos e, de rajada, candidatei-me a para aí uma dúzia de ofertas de emprego, umas melhores, outras piores, mas sempre no espírito de “o que vem à rede é peixe”. Hoje, no espaço de uma hora, recebi três chamadas, de três empresas de recrutamento diferentes, a marcar entrevista para amanhã. Por vontade deles, elas eram todas à mesma hora, mas a pessoa lá disse que não, não podia ser e lá conseguiu espaçá-las pelas várias horas que o dia tem. 

E agora vamos à parte realmente interessante: e estas entrevistas todas são para que emprego, para te responderem assim tão depressa? Calma, não pensem mais, eu digo-vos: é para a maravilhosa função de operadora de call-center. Sim! Estes, por incrível que possa parecer, dado que dão óptimas condições de trabalho e oferecem regalias ainda melhores, andam sempre à procura de trabalhadores… E ainda dizem que não há trabalho em Portugal! Calões!

Já agora, já tinha concorrido uma vez a uma vaga num call-center, e dessa vez também fui à entrevista (a razão pela qual não fiquei colocada merece um post só para ela), e a resposta também foi rápida: candidatei-me na Sexta e na Segunda estava a receber a chamadinha da praxe por parte da empresa de recrutamento.

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