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segunda-feira, 10 de março de 2014

Eu sei que vou estragar tudo, mas lá terá que ser...

Estais lembrados desta situação aqui? Na altura,  contactei a empresa de recrutamento e disseram-me que o cliente ainda não tinha dado qualquer feedback, mas que ficasse eu descansada porque ainda ninguém tinha sido chamado para entrevista. Fiquei um pouco mais sossegada, mas não muito, e lá me conformei que teria de esperar. (Logo eu que detesto esperar.) Entretanto, o tempo tem passado e nada! Ainda não houve qualquer contacto. Já vamos a caminho dos dois meses de espera! Como eu acho que isto já atingiu o limite do razoável, já tenho um email prontinho a seguir para a dita empresa. O que é pena é eu não ter o contacto dos recursos humanos, pelo que terá que ir para o email geral, por isso não sei quando (ou se) chegará ao local apropriado. E, com isto, com certeza arruinarei toda e qualquer possibilidade de vir a ficar com a vaga, eu sei, mas esta ansiedade anda a consumir-me as entranhas. E, afinal, acho que isto é uma grande falta de respeito e uma péssima política de recursos humanos. Mas eu hei-de fazer-me ouvir, nem que para isto tenha que contactar a sede da empresa no estrangeiro. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Nervos. Muitos nervos.

Isto é todos os dias um camadão de nervos tal que eu não sei onde é que isto vai parar. Não sei não. Há coisas que passam para além do limite do razoável. É que a espera também tem limites.

No início de Janeiro respondi a uma oferta de emprego através de uma empresa de recrutamento. Até foram bastante rápidos a tratar do processo. Passei a fase de avaliação curricular e fui à entrevista. Uma semana depois ligaram-me a dizer que tinha passado à terceira e última fase do processo de recrutamento, mas, como eles já me tinham explicado antes, esta já seria seria na própria empresa e da sua responsabilidade (qualquer coisa relacionada com dinâmicas de grupo). 

Já se passaram praticamente três semanas e ainda não me contactaram. A sério, eu começo a ficar ligeiramente transtornada ou mesmo completamente passada. O que será que lhes leva assim tanto tanto tempo? A empresa de recrutamento até já lhes fez o grosso do trabalho ao reduzir as dezenas de candidatos a 3 ou 4 (o número que me disseram que passaria à fase final). De que é que estão à espera? Que alguns candidatos tenham um enfarte do miocárido para a escolha lhes ficar ainda mais facilitada?

Ando aqui com uma comichão nos dedos que acho que só passa quando enviar um email a alguém a questionar a demora, mas duvido que a empresa de recrutamento saiba de mais alguma coisa ou que possa dar-me algum esclarecimento. Mandar um email à dita empresa também não será muito viável, dado que nunca tive contacto directo com eles e acho que era capaz de parecer um bocado desesperado demais. E eu não quero que eles tenham mais um factor para me excluir...

Oh vida... E pronto, vim aqui desabafar um bocadinho, a ver se me acalmo dos nervos e me passam as comichões dos dedos.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O regresso às aulas

Setembro é o mês do regresso às aulas e, para mim, também o vai ser. Chegou a parte de leão do mestrado: investigar e escrever a tese. Pois bem, vai ser uma tarefa complicada visto que eu ainda não escolhi o tema e tenho prazos a cumprir. Mas a verdade é que não me consigo concentrar nisso plenamente, visto que a minha cabeça está sempre a fugir para outros assuntos. 

Esta é uma aventura que me entusiasma, bastante até, mas não consigo deixar de pensar na minha situação enquanto desempregada. Enquanto fazia os trabalhos, o ano passado, aconteceu-me, várias vezes, ficar pura e simplesmente incapaz de avançar, porque ficava completamente obcecada com a procura de emprego e com a falta de respostas. Havia dias em que não me conseguia concentrar naquilo que tinha para fazer. 

Por isso, enquanto nada mais acontece, resta-me concentrar no estudo, na investigação e na escrita da tese. Mas é claro que a minha cabeça vai andar constantemente a fugir para outros lados...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Apoio

Quando estamos à procura da emprego, há uma coisa que é fundamental: o apoio de quem nos rodeia. E isso costuma ser raro. As pessoas nem sempre o fazem de propósito, mas a verdade é que, com meia dúzia de palavras, com uma atitude ou, pura e simplesmente, pelo facto de não se interessarem, podem desmoralizar por completo quem está desempregado. Destroem-lhe aquilo que, basicamente, é a única coisa certa, aquilo a que se podem agarrar nestas alturas: a esperança. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O que eu fiz durante este ano de desemprego

Quando, há um ano, soube que ia ficar desempregada, achei que deveria arranjar algo com que me entreter enquanto não encontrasse trabalho. Apesar de no início acreditar que não iria ficar naquela situação durante muito tempo, também sabia que precisaria de fazer algo para me ocupar.

Pois, eu podia ter-me dedicado a algo "simples" como o tricot, mas não. Achei que precisava de um desafio. Foi então que resolvi fazer algo que já desejava há algum tempo. Resolvi candidatar-me ao mestrado. Sim, eu ainda sou do tempo em que não havia produção de mestres em série. Fiz a candidatura sem grandes expectativas, pois até achava que não iria ficar colocada. Surpresa das surpresas! Fui aceite.

Em Setembro começou, então, uma nova etapa escolar na minha vida. Foi um ano lectivo muito suado. Os neurónios fartaram-se de trabalhar e quase deram o berro, mas a recompensa foi muito gratificante! Gostei imenso dos professores e de tudo o que aprendi!

Agora, se me vierem perguntar se este mestrado me abre novas possibilidades de emprego, a minha resposta vai ser um não redondo. Sempre o encarei como uma forma de valorização e realização pessoal, de aprender mais sobre uma das minhas áreas de interesse, mas, sobretudo, como UMA FORMA DE MANTER A MINHA SANIDADE MENTAL. Sim, porque estar desempregada não é como estar de férias... Custa muito. E, nesse aspecto, tive sorte. Não pirei de vez durante este ano. Esta é se calhar a parte que mais vezes é descurada ou negligenciada quando falamos de desemprego...

Bem, apesar de ter tido o mestrado para me "entreter", a minha principal preocupação sempre foi a de encontrar um emprego. Continuei sempre a procurar e sabia perfeitamente que, se tivesse que escolher, a minha prioridade teria sempre que ser o trabalho! 

Terminei a parte curricular, agora falta a parte da tese... Mas eu continuo sempre a dizer que o que eu queria mesmo, mesmo, neste momento, era trabalhar! A redacção da tese, essa, se não for compatível com um trabalho, não sendo de todo esquecida, terá que ser adiada, ou ser, pelo menos, feita apenas a "tempo parcial", à medida das possibilidades.