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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Responder ou não responder, eis a questão!

No outro dia, a Luna tocou num ponto fundamental, numa diferença (que eu diria abismal) entre os processos de recrutamento portugueses e os britânicos, por exemplo. Já falei disto aqui, pois não consigo compreender por que razão as empresas não respondem aos candidatos que não foram seleccionados, acabando por deixá-los na expectativa, sem saber se a vaga ainda está em aberto (quando não são indicados prazos), se estão a analisar as candidaturas ou se a vaga já foi, efectivamente, preenchida. E, de facto, pela minha (ainda pouca) experiência, parece-me que a mentalidade em outros países europeus é bem diferente. Claro que há aqueles que também não respondem, mas parece-me que são, sobretudo, empresas de recrutamento porque, lá está, eles recrutam para vários postos ao mesmo tempo e para lugares que não têm nada que ver uns com os outros. Acho que isso constitui em si um problema, mas não vou falar disso agora, até porque já o fiz

Queria apenas dar dois exemplos concretos. O primeiro é recente, é de hoje mesmo. Candidatei-me a uma grande empresa britânica uma das maiores na área em que actua. Já não é a primeira vez que o faço e posso garantir que eles têm uma atitude impecável com quem concorre às suas vagas de emprego. Este foi o email automático que recebi logo após a candidatura:



Sim, depois de terminado o prazo de candidatura (que é algo que também é muito bom, pois uma pessoa sabe até quando se pode candidatar e prepara as coisas com calma) e depois de analisadas as candidaturas, eles entram em contacto com todos os candidatos. E deixem-me dizer que é verdade. Da outra vez fizeram-no. Claro que não vale a pena esperar uma resposta personalizada, é um email standard, mas mesmo assim é muito bom saber, mesmo que a resposta seja um "não". É que podemos, pelo menos, fechar aquela porta com certezas.

A primeira vez que respondi a um anúncio para o estrangeiro foi para uma grande empresa, neste caso para a sua sede na Alemanha. Em pouco tempo recebi um email do responsável de recursos humanos a pedir desculpa (!) porque, devido à quantidade de candidaturas que estavam a receber, iam demorar um pouco a analisar a minha. 


Passados uns dias (!) recebi outro email, desta feita já da pessoa responsável pela área. Posteriormente, quando foi a altura de saber se passava à fase seguinte, lá recebi o email do responsável dos recurso humanos a dizer que, infelizmente, eu não ia prosseguir. Isto tudo passou-se em meia dúzia de dias e estamos a falar de uma grande empresa, de uma multinacional. E acho que aqui se vê a chamada eficácia alemã... 

Acho que é tudo uma questão de haver organização, pessoal competente e, claro, em número suficiente para fazer o trabalho como deve ser. Acho que se pode contar pelos dedos de uma mão o número de respostas (positivas ou negativas) que eu tenho obtido por parte de empresas portuguesas.  E as experiências mais positivas que tenho tido são, efectivamente, as de empresas no estrangeiro. Aquelas que, no meio das centenas de candidaturas que devem ter, arranjam cinco minutos para fazer copy/paste de um texto para enviar aos candidatos que não foram seleccionados para entrevista. Nós, cá, é que temos a mania que somos grandes e importantes...

*Neste texto fiz "auto-plágio", ou seja, copiei algumas coisas que já tinha dito, em forma de comentário, no post da Luna.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Não poderia deixar de mencionar aqui esta notícia, que saiu a semana passada no site do jornal Público. E vem mesmo a propósito do que escrevi no post anterior. Resumindo, um sociólogo fez um estudo em que concluiu que os novos emigrantes portugueses em França (e falamos de trabalhadores qualificados) saíram dos país porque querem ser adultos...