Hoje, logo pela manhã, veio-me à ideia fazer as contas àquilo que já gastei nas minhas idas a entrevistas a Lisboa e ao Porto, nestes quase 2 anos. Pois bem, assim, por alto, só em bilhetes de comboio e metro foram à volta de 300 euros. Se a este valor juntarmos o que também gastei em gasolina para me deslocar a entrevistas aqui na zona onde moro, posso dizer que já podia ter comprado uns Louboutin. E, se calhar, tinham-me feito muito mais feliz.
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sexta-feira, 23 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Não conheço ninguém importante em lado nenhum...
... por isso nem sequer dava para meter uma cunha se quisesse.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Eu sei que vou estragar tudo, mas lá terá que ser...
Estais lembrados desta situação aqui? Na altura, contactei a empresa de recrutamento e disseram-me que o cliente ainda não tinha dado qualquer feedback, mas que ficasse eu descansada porque ainda ninguém tinha sido chamado para entrevista. Fiquei um pouco mais sossegada, mas não muito, e lá me conformei que teria de esperar. (Logo eu que detesto esperar.) Entretanto, o tempo tem passado e nada! Ainda não houve qualquer contacto. Já vamos a caminho dos dois meses de espera! Como eu acho que isto já atingiu o limite do razoável, já tenho um email prontinho a seguir para a dita empresa. O que é pena é eu não ter o contacto dos recursos humanos, pelo que terá que ir para o email geral, por isso não sei quando (ou se) chegará ao local apropriado. E, com isto, com certeza arruinarei toda e qualquer possibilidade de vir a ficar com a vaga, eu sei, mas esta ansiedade anda a consumir-me as entranhas. E, afinal, acho que isto é uma grande falta de respeito e uma péssima política de recursos humanos. Mas eu hei-de fazer-me ouvir, nem que para isto tenha que contactar a sede da empresa no estrangeiro.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Ops
Não, ainda não foi desta que arranjei emprego. Porra, nem num call center te querem. No entanto, fiquei com um manancial infinito para posts. É que isto dos call centers tem muito que se lhe diga, oh se tem!
Coisas giras que eu vou descobrindo
Achei que gostariam de saber que para se ser operador/a de call-center tem que se passar por um processo de recrutamento mais longo e com mais fases do que quem quer ser astronauta da NASA.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Toma lá que é para aprenderes!
Uma pessoa candidata-se a uma oferta de emprego, seja ela por intermédio de uma empresa de recrutamento ou directamente pela própria fonte do trabalho, e já sabe que vai estar muito tempo à espera de uma resposta, de um possível contacto para ir a uma entrevista. Isto, claro, em caso de resposta positiva, porque em caso de não sermos seleccionados não temos direito nem a um email automático enviado pela estagiária não-remunerada. Já me aconteceu por diversas vezes passarem-se dias e dias entre o período em que submeto a candidatura e a altura em que me contactam para uma entrevista.
Ora, o que me traz aqui hoje é um facto deveras curioso que acabou de me acontecer. Por razões cá da minha vida, ontem passei-me ligeiramente dos nervos e, de rajada, candidatei-me a para aí uma dúzia de ofertas de emprego, umas melhores, outras piores, mas sempre no espírito de “o que vem à rede é peixe”. Hoje, no espaço de uma hora, recebi três chamadas, de três empresas de recrutamento diferentes, a marcar entrevista para amanhã. Por vontade deles, elas eram todas à mesma hora, mas a pessoa lá disse que não, não podia ser e lá conseguiu espaçá-las pelas várias horas que o dia tem.
E agora vamos à parte realmente interessante: e estas entrevistas todas são para que emprego, para te responderem assim tão depressa? Calma, não pensem mais, eu digo-vos: é para a maravilhosa função de operadora de call-center. Sim! Estes, por incrível que possa parecer, dado que dão óptimas condições de trabalho e oferecem regalias ainda melhores, andam sempre à procura de trabalhadores… E ainda dizem que não há trabalho em Portugal! Calões!
Já agora, já tinha concorrido uma vez a uma vaga num call-center, e dessa vez também fui à entrevista (a razão pela qual não fiquei colocada merece um post só para ela), e a resposta também foi rápida: candidatei-me na Sexta e na Segunda estava a receber a chamadinha da praxe por parte da empresa de recrutamento.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Nervos. Muitos nervos.
Isto é todos os dias um camadão de nervos tal que eu não sei onde é que isto vai parar. Não sei não. Há coisas que passam para além do limite do razoável. É que a espera também tem limites.
No início de Janeiro respondi a uma oferta de emprego através de uma empresa de recrutamento. Até foram bastante rápidos a tratar do processo. Passei a fase de avaliação curricular e fui à entrevista. Uma semana depois ligaram-me a dizer que tinha passado à terceira e última fase do processo de recrutamento, mas, como eles já me tinham explicado antes, esta já seria seria na própria empresa e da sua responsabilidade (qualquer coisa relacionada com dinâmicas de grupo).
Já se passaram praticamente três semanas e ainda não me contactaram. A sério, eu começo a ficar ligeiramente transtornada ou mesmo completamente passada. O que será que lhes leva assim tanto tanto tempo? A empresa de recrutamento até já lhes fez o grosso do trabalho ao reduzir as dezenas de candidatos a 3 ou 4 (o número que me disseram que passaria à fase final). De que é que estão à espera? Que alguns candidatos tenham um enfarte do miocárido para a escolha lhes ficar ainda mais facilitada?
Ando aqui com uma comichão nos dedos que acho que só passa quando enviar um email a alguém a questionar a demora, mas duvido que a empresa de recrutamento saiba de mais alguma coisa ou que possa dar-me algum esclarecimento. Mandar um email à dita empresa também não será muito viável, dado que nunca tive contacto directo com eles e acho que era capaz de parecer um bocado desesperado demais. E eu não quero que eles tenham mais um factor para me excluir...
Oh vida... E pronto, vim aqui desabafar um bocadinho, a ver se me acalmo dos nervos e me passam as comichões dos dedos.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Agradece-se um pouco de rapidez...
Eu sei que vivemos tempos em que tudo se passa à velocidade da luz e que o que queremos mesmo é abrandar e viver a vida com mais calma e tempo. Pois, eu normalmente também concordo com isso, mas agora não. Neste momento eu agradecia que as coisas fossem mais céleres e as pessoas se despachassem. Sim, eu sei, elas não têm a minha pressa, para elas é tudo normal, é só mais uma coisa que têm que fazer. Sim, eu entendo tudo isso, mas aqui quem importa sou eu! Gente, despachem-se por favor... Detesto ter a minha vida em suspenso.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
O problema não és tu. Sou eu...
Acho que já perdi a conta ao número de entrevistas que lixei. Não há volta a dar. Não tenho jeito nenhum para isso e espalho-me ao comprido. Ora é porque sou honesta demais, ora porque não fui totalmente honesta e dei uma resposta-tipo. A verdade é que não fui feita para este mundo de faz de conta, de bajulação e massagens ao ego alheio.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Responder ou não responder, eis a questão!
No outro dia, a Luna tocou num ponto fundamental, numa diferença (que eu diria abismal) entre os processos de recrutamento portugueses e os britânicos, por exemplo. Já falei disto aqui, pois não consigo compreender por que razão as empresas não respondem aos candidatos que não foram seleccionados, acabando por deixá-los na expectativa, sem saber se a vaga ainda está em aberto (quando não são indicados prazos), se estão a analisar as candidaturas ou se a vaga já foi, efectivamente, preenchida. E, de facto, pela minha (ainda pouca) experiência, parece-me que a mentalidade em outros países europeus é bem diferente. Claro que há aqueles que também não respondem, mas parece-me que são, sobretudo, empresas de recrutamento porque, lá está, eles recrutam para vários postos ao mesmo tempo e para lugares que não têm nada que ver uns com os outros. Acho que isso constitui em si um problema, mas não vou falar disso agora, até porque já o fiz.
Queria apenas dar dois exemplos concretos. O primeiro é recente, é de hoje mesmo. Candidatei-me a uma grande empresa britânica uma das maiores na área em que actua. Já não é a primeira vez que o faço e posso garantir que eles têm uma atitude impecável com quem concorre às suas vagas de emprego. Este foi o email automático que recebi logo após a candidatura:
Sim, depois de terminado o prazo de candidatura (que é algo que também é muito bom, pois uma pessoa sabe até quando se pode candidatar e prepara as coisas com calma) e depois de analisadas as candidaturas, eles entram em contacto com todos os candidatos. E deixem-me dizer que é verdade. Da outra vez fizeram-no. Claro que não vale a pena esperar uma resposta personalizada, é um email standard, mas mesmo assim é muito bom saber, mesmo que a resposta seja um "não". É que podemos, pelo menos, fechar aquela porta com certezas.
A primeira vez que respondi a um anúncio para o estrangeiro foi para uma grande empresa, neste caso para a sua sede na Alemanha. Em pouco tempo recebi um email do responsável de recursos humanos a pedir desculpa (!) porque, devido à quantidade de candidaturas que estavam a receber, iam demorar um pouco a analisar a minha.
Passados uns dias (!) recebi outro email, desta feita já da pessoa responsável pela área. Posteriormente, quando foi a altura de saber se passava à fase seguinte, lá recebi o email do responsável dos recurso humanos a dizer que, infelizmente, eu não ia prosseguir. Isto tudo passou-se em meia dúzia de dias e estamos a falar de uma grande empresa, de uma multinacional. E acho que aqui se vê a chamada eficácia alemã...
Acho que é tudo uma questão de haver organização, pessoal competente e, claro, em número suficiente para fazer o trabalho como deve ser. Acho que se pode contar pelos dedos de uma mão o número de respostas (positivas ou negativas) que eu tenho obtido por parte de empresas portuguesas. E as experiências mais positivas que tenho tido são, efectivamente, as de empresas no estrangeiro. Aquelas que, no meio das centenas de candidaturas que devem ter, arranjam cinco minutos para fazer copy/paste de um texto para enviar aos candidatos que não foram seleccionados para entrevista. Nós, cá, é que temos a mania que somos grandes e importantes...
*Neste texto fiz "auto-plágio", ou seja, copiei algumas coisas que já tinha dito, em forma de comentário, no post da Luna.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Ajuda do público
Meus caros leitores e minhas caras leitoras,
depois de um longo silêncio (nem sei como é que vocês têm sobrevivido sem mim), venho aqui hoje aproveitar-me de vós e pedir a vossa ajuda. Sim, preciso da vossa sabedoria.
Ora, sendo eu uma pessoa dada à honestidade e com uma imensa dificuldade em mentir, dou por mim a ser vítima desse mundo cão que são as entrevistas de trabalho. Por isso, peço que recorram à vossa experiência e me digam como é que se responde a perguntas destas:
1) Por que razão pretende trabalhar na área X?
2) Onde é que se vê daqui a 5 anos? (Ou daqui a 10, como me perguntaram na semana passada.)
3) Quem é?
4) ...
[em actualização]
Preciso de respostas abertas e ambíguas o suficiente para que sirvam para qualquer área. Que, no fundo, não digam nada, mas que pareçam lindas e muito dignas. Assim daquelas que alguns recrutadores gostam de ouvir, assim daqueles que precisam que lhes afaguem o ego.
Agradecida
depois de um longo silêncio (nem sei como é que vocês têm sobrevivido sem mim), venho aqui hoje aproveitar-me de vós e pedir a vossa ajuda. Sim, preciso da vossa sabedoria.
Ora, sendo eu uma pessoa dada à honestidade e com uma imensa dificuldade em mentir, dou por mim a ser vítima desse mundo cão que são as entrevistas de trabalho. Por isso, peço que recorram à vossa experiência e me digam como é que se responde a perguntas destas:
1) Por que razão pretende trabalhar na área X?
2) Onde é que se vê daqui a 5 anos? (Ou daqui a 10, como me perguntaram na semana passada.)
3) Quem é?
4) ...
[em actualização]
Preciso de respostas abertas e ambíguas o suficiente para que sirvam para qualquer área. Que, no fundo, não digam nada, mas que pareçam lindas e muito dignas. Assim daquelas que alguns recrutadores gostam de ouvir, assim daqueles que precisam que lhes afaguem o ego.
Agradecida
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Respondi a um anúncio de emprego e obtive esta resposta
Nem sei o que vos diga acerca disto. Não sei que parte me chocou mais, se as ilegalidades e imoralidades que propõem, se a distinta lata que têm para fazer uma proposta destas.
Primeiro, já chegámos ao ponto em que temos que pagar para trabalhar? Então e a minha licenciatura, o meu estágio, a minha experiência profissional e o meu mestrado quase concluído não contam para nada? (Friso que se tratava de uma posição na minha área de formação específica! ) Não sei se isto é ilegal, mas pelo menos imoral sei que é.
Depois vem a parte claramente ilegal: a falsa situação de recibos verdes, dado que há uma entidade patronal e um horário fixos. E a desculpa deles nem sequer se justifica, dado que qualquer contrato laboral tem um período de experiência, ao fim do qual qualquer uma das partes o pode denunciar sem prejuízo.
E, por fim, ainda querem fazer uma entrevista de grupo para dar a conhecer o projecto, ou seja, ver se convencem alguém a aceitar trabalhar nestas condições.
Eu, sinceramente, não sei onde é que este país vai parar.
Para saberem o que é um falso recibo verde podem consultar este site. Desde 1 de Setembro está em vigor uma nova lei para tentar combater os falsos recibos verdes (esta aqui), que resultou da luta de um movimento de cidadãos. Para estarem informados sobre estes assuntos, nada como consultarem o site Ganhem Vergonha (já falei sobre ele aqui) ou segui-los no Facebook.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Então, o que é que os senhores do IEFP queriam?
Tal como eu, muitos outros desempregados licenciados foram convocados em massa para comparecer no centro de formação. E quando digo em massa não estou a exagerar, foram mesmo todos aqueles a quem eles conseguiram deitar a mão. Eles estavam a fazer sessões de esclarecimento destas de hora em hora, durante não sei quantos dias, a tentar atrair gente.
Então, era para uma formação de um mês na área da Economia e Gestão de empresas. Eu sou de Letras. Não tenho matemática desde o 9º ano. Estão a ver o filme, não estão? Não é que eu não esteja receptiva a formações em áreas diferentes, mas tem que ser algo que eu consiga acompanhar e que, de facto, me venha a ser útil. Para vocês terem uma ideia, aqui ficam alguns dos módulos: "Contabilidade Financeira", "Análise Financeira e Avaliação de Projectos", "Fundings (Fontes de Financiamento), "Criação de Negócio", "Autoconhecimento e gestão pessoal". E estes são apenas alguns. No entanto, tendo em conta que isto era uma formação de um mês, nenhum deles iria ser muito aprofundado. Ora, eu até podia ter ido, mas ia ser tipo um burro a olhar para um palácio e ia estar só de corpo presente (o meu cérebro tem uma capacidade para desligar nestas alturas que vocês nem sabem). Se eles dissessem que me iam ensinar a fazer contas de dividir, eu inscrevia-me logo, mas isto "não, obrigada".
Claro que naquela sala começou uma pequena discussão entre nós e a formadora porque toda a gente franziu o nariz àquilo. Pois, a senhora pôs-se para lá com a cantiga do "vocês estão sempre a reclamar porque não há formação para licenciados, mas agora que a temos vocês dizem que não". Pois é, nós somos uns pobres e mal agradecidos, é o que é. Estão a impingir-nos uma formação (aquela e só aquela) que não nos interessa e que, acima de tudo, não nos ajudará neste processo de procura de emprego. Aquela formação apenas seria útil a quem quisesse criar o próprio emprego, a quem pretendesse abrir uma empresa/um negócio, mas mesmo assim aquilo seriam apenas umas luzes, algo apenas para começar.
E é isto. É isto que o IEFP tem para oferecer aos licenciados deste país. Aqui no nosso Portugal, um licenciado não consegue, sequer, inscrever-se num outro tipo de curso (daqueles a sério) do tipo profissionalizante, que lhe permita adquirir novas competências e requalificar-se, se for esse o seu desejo ou única solução. Se eu quiser ser cozinheira vou ter que aprender sozinha porque não me posso inscrever num curso profissional, esses estão-me vedados porque eu tenho qualificações a mais! A sério, até para aprender nós temos qualificações a mais! Somos mesmo um país pequenino. E parece que a única coisa que eles têm para nos oferecer são cursos deste género, porque parece que o que pretendem é que nos tornemos empreendedores (seja lá o que isso for) e criemos os nossos próprios negócios. Isto num país que está como está. Com empresas a fechar diariamente. Mas o IEFP ainda incentiva isto.
A quem possa interessar, fica aqui o link para uma reportagem sobre este assunto: Licenciados impedidos de fazer cursos técnicos, que tem apenas umas semanas.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
A outra carta
Desde que fiquei desempregada, em Julho de 2012, fui contactada pelo IEFP por duas vezes, sendo que ambos os contactos ocorreram já depois de ter completado um ano de desemprego e numa altura em que já não recebia subsídio de desemprego. A primeira foi esta. A segunda foi há cerca de um mês.
Mais uma vez, fiquei muito surpreendida quando recebi esta carta e mais fiquei com o conteúdo da mesma. Eles estavam a convocar-me para uma "Sessão Colectiva de Orientação". Primeiro, eu não fazia ideia do que aquilo era... Segundo, eu já não estava a receber subsídio, apenas me encontrava inscrita no Centro de Emprego, no entanto eles diziam que se eu não fosse tinha que dar uma justificação ou então anulavam "a minha inscrição para emprego". Mais, o objectivo da tal sessão era "dar continuidade ao seu plano de emprego", que eles diziam que eu tinha definido no Centro de Emprego. Eu não me lembrava de ter definido nada, mas está bem...
Entrei em contacto com uma amiga minha que é da área dos Recursos Humanos e que, inclusivamente, fez estágio no IEFP para ela me esclarecer estas e outras questões. Ela lá me explicou que o plano de emprego é definido unilateralmente e, basicamente, é o nome que se dá ao processo de quando alguém está desempregado e está à procura de emprego. Resumindo e concluindo, é para inglês ver porque, na realidade, não há qualquer plano.
Primeiro decidi que não ia, mas depois mudei de ideias e resolvi comparecer. Mas até essa minha amiga estava a achar isto estranho, dado que não percebia o que é que eu, enquanto licenciada, iria fazer ao Centro de Formação (dado que o IEFP não consegue dar qualquer resposta a quem tem uma licenciatura, não tem formação disponível). Eu já estava a achar que ia ser uma daquelas belas formações em que eles nos ensinam a fazer currículos... Mais, a carta tinha uma parte bastante gira, onde dizia que aquela era uma "intervenção considerada necessária ao seu percurso de inserção"... Inserção? Really? Eu sei que sou um bocado anti-social, mas também não era caso para tanto...
Lá fui. E o que se passava afinal?
Aceitam-se apostas...
To be continued...
To be continued...
terça-feira, 5 de novembro de 2013
É a crise... de valores!
Na Sexta-feira, o programa da RTP Sexta às 9 emitiu uma reportagem sobre a questão do desemprego em Portugal. Muito resumidamente, eram apresentadas duas situações: por um lado, empresas que não conseguiam preencher todas as vagas de emprego que ofereciam, por outro, desempregados a quem eram oferecidos "salários" vergonhosos a troco de trabalho a tempo inteiro.
Fiquei muito curiosa quando vi a promoção do programa e, por isso, assisti à reportagem com toda a atenção. Ora bem, vamos à primeira parte: apareceu um empresário a queixar-se que não tinha ninguém que aceitasse os empregos que tinha para oferecer na sua fábrica (de calçado, julgo), porque preferiam ficar em casa a receber o subsídio de desemprego do que ir trabalhar pelo salário mínimo. Sim, é verdade que haverá muita gente por esse país fora que não quer, de facto, trabalhar, mas também é verdade que há gente que não pode, pura e simplesmente, dar-se ao luxo de sofrer mais qualquer corte no seu já parco rendimento mensal. Por alguma razão os beneficiários do subsídio de desemprego não são obrigados a aceitar propostas de trabalho em que o valor do salário é inferior ao do subsídio... Para quem não sabe, eu explico: o valor do subsídio corresponde, grosso modo, a 60% do salário que a pessoa auferia, logo, dado que ao ficar desempregada essa pessoa já viu ir à vida quase metade do seu rendimento, é normal que agora uma pequena diferença, por menor que esta possa parecer, que lhe seja apresentada seja quase incomportável (mesmo que sejam "só" cem euros...).
Mas aquilo que verdadeiramente me interessava naquela reportagem era a outra parte, dado que tenho vindo a acompanhar a denúncia de vários casos ilegais e/ou imorais na Internet. O que acontece é que há muitas empresas e empresários que se têm vindo a aproveitar do estado em que o país se encontra para contratar mão-de-obra quase a custo zero. Pois é verdade, se forem a uma entrevista de trabalho pode ser que vos ofereçam menos de 300 euros a troco de trabalho a tempo inteiro... E ainda vão ficar muito ofendidos se vocês reclamarem, porque se vocês não aceitarem haverá, com certeza, quem esteja desesperado ao ponto de o fazer...
Mas aquilo que verdadeiramente me interessava naquela reportagem era a outra parte, dado que tenho vindo a acompanhar a denúncia de vários casos ilegais e/ou imorais na Internet. O que acontece é que há muitas empresas e empresários que se têm vindo a aproveitar do estado em que o país se encontra para contratar mão-de-obra quase a custo zero. Pois é verdade, se forem a uma entrevista de trabalho pode ser que vos ofereçam menos de 300 euros a troco de trabalho a tempo inteiro... E ainda vão ficar muito ofendidos se vocês reclamarem, porque se vocês não aceitarem haverá, com certeza, quem esteja desesperado ao ponto de o fazer...
E pronto, este é o país de merda em que vivemos. Desculpem, mas eu ando pelos cabelos com esta situação e tenho-me segurado para não desatar a dizer asneiras a torto e a direito e a mandar esta gente toda para a pata que os pôs. Mas não se preocupem, eu hei-de voltar a este assunto (fujam enquanto podem!) porque me fartei de estar calada.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Dicas para piorar um CV
Já dei por mim a olhar para o meu CV e pensar em maneiras de o tornar mais... pobre. Sim, retirar habilitações.
Imaginemos que eu decido retirar de lá a licenciatura e fazer de conta que tenho apenas o 12º ano. Põe-se aqui um grande problema: como é que eu justifico uma ausência de quase 10 anos? Eu acabei o secundário em 2004... o que é que eu estive a fazer até agora? Sim, porque, para além dos anos que eu passei a estudar, há que justificar também os anos em que eu estive a trabalhar (trabalhos que requeriam uma licenciatura)...
Eu já tenho algumas ideias:
- estive em coma profundo;
- queria ser freira e, por isso, estive num convento;
- dediquei-me à agricultura;
- ...
Se alguém tiver mais alguma ideia, faça o favor de dizer! Estou receptiva a tudo!
Agradecida.
domingo, 27 de outubro de 2013
So, that's why...
by ClassesandCareers.
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sábado, 26 de outubro de 2013
Para darem respostas destas, mais valia estarem calados. Isto não é propriamente neurocirurgia...
Especificidades da função?! Pelo amor da santa, eu candidatei-me a um lugar de vendedora numa loja de roupa! Pronto, era Boutique Assistant, mas ainda assim...
Outra vez os testes psicotécnicos
Já aqui disse uma vez que não percebo a utilidade destes testes em processos de recrutamento e volto a repeti-lo: não percebo e não consigo entender a sua utilidade. E ainda não consegui esclarecer a sua fiabilidade. Realizei-os o ano passado e voltei a realizá-los este ano, na mesma empresa de recrutamento e para uma função similar à que me havia candidatado antes.
Foi com alguma surpresa que recebi a convocatória para a realização destes testes de avaliação intelectual e comportamental, mas, apesar do que aconteceu no ano passado, resolvi arriscar e voltar a tentar. Os testes foram exactamente os mesmos, sem tirar nem pôr... E adivinhem lá: passei ou não? O que acham? Pois, como é óbvio, não passei. Acho. Não posso ter a certeza porque eles não nos dão os resultados.
Desta vez, ao contrário da primeira, os testes até me correram bem. Saí de lá convencida de que teria, pelo menos, passado à fase seguinte, a da entrevista. Os dias foram passando e aquilo que eu temia verificou-se: não fui chamada. Fiquei completamente passada e enviei um email à empresa de recrutamento a solicitar o envio dos resultados dos MEUS testes. Passaram-se 10 dias sem obter qualquer resposta. Voltei à carga, tornei a enviar um email, realçando o facto de não ter obtido QUALQUER resposta ao anterior, reiterando o meu pedido, desta vez realçado com negrito, sublinhado e letra vermelha. Nem dez minutos depois, o meu telemóvel tocou e era a própria da recrutadora para se desculpar pela falta de resposta e para dizer que não era política da empresa facultar os resultados dos testes aos candidatos. Voltei a insistir, dizendo que não compreendia por que não os revelavam, dado que, se eu faço testes, gostaria de, pelo menos, saber os seus resultados. E a senhora lá tratou de se proteger dizendo que em lado nenhum a empresa se comprometia a facultar os resultados dos mesmos, porque eles eram contratados por uma empresa para um serviço, e era essa emprega que lhes pagava e que não tinham sequer tempo para facultar os resultados a todos os candidatos. E continuou dizendo que parte da avaliação era subjectiva (?) e que seria difícil colocar isso numa folha de resultados para os candidatos. Pois então, muito obrigada (de nada) e até à próxima.
Portanto, para além de não ter ficado com o emprego (de nem sequer me terem dado essa hipótese), de ter ido gastar dinheiro em bilhetes de comboio e de metro e de ter estado a perder algumas horas do meu tempo a ser alvo de testes dos quais nem sequer sei o resultado, eu pergunto-me para que é que isto serviu, afinal?!...
E, com isto tudo, eu começo a achar que, de facto, devo ter um QI de 0,5... Acho que vou ter que estudar este assunto. E acho que tenho que começar por aqui:
Pois, parece que já há livros que nos ensinam a passar nestes testes... E eu pergunto-me: se isto é passível de ser estudado, aprendido, treinado e etc, não é isso sinal da própria fiabilidade dos testes? Afinal o teste do polígrafo também seria completamente fidedigno... até aparecerem pessoas treinadas para o enganar!
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Não poderia deixar de mencionar aqui esta notícia, que saiu a semana passada no site do jornal Público. E vem mesmo a propósito do que escrevi no post anterior. Resumindo, um sociólogo fez um estudo em que concluiu que os novos emigrantes portugueses em França (e falamos de trabalhadores qualificados) saíram dos país porque querem ser adultos...
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