Hoje, logo pela manhã, veio-me à ideia fazer as contas àquilo que já gastei nas minhas idas a entrevistas a Lisboa e ao Porto, nestes quase 2 anos. Pois bem, assim, por alto, só em bilhetes de comboio e metro foram à volta de 300 euros. Se a este valor juntarmos o que também gastei em gasolina para me deslocar a entrevistas aqui na zona onde moro, posso dizer que já podia ter comprado uns Louboutin. E, se calhar, tinham-me feito muito mais feliz.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Não conheço ninguém importante em lado nenhum...
... por isso nem sequer dava para meter uma cunha se quisesse.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Eu sei que vou estragar tudo, mas lá terá que ser...
Estais lembrados desta situação aqui? Na altura, contactei a empresa de recrutamento e disseram-me que o cliente ainda não tinha dado qualquer feedback, mas que ficasse eu descansada porque ainda ninguém tinha sido chamado para entrevista. Fiquei um pouco mais sossegada, mas não muito, e lá me conformei que teria de esperar. (Logo eu que detesto esperar.) Entretanto, o tempo tem passado e nada! Ainda não houve qualquer contacto. Já vamos a caminho dos dois meses de espera! Como eu acho que isto já atingiu o limite do razoável, já tenho um email prontinho a seguir para a dita empresa. O que é pena é eu não ter o contacto dos recursos humanos, pelo que terá que ir para o email geral, por isso não sei quando (ou se) chegará ao local apropriado. E, com isto, com certeza arruinarei toda e qualquer possibilidade de vir a ficar com a vaga, eu sei, mas esta ansiedade anda a consumir-me as entranhas. E, afinal, acho que isto é uma grande falta de respeito e uma péssima política de recursos humanos. Mas eu hei-de fazer-me ouvir, nem que para isto tenha que contactar a sede da empresa no estrangeiro.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Ops
Não, ainda não foi desta que arranjei emprego. Porra, nem num call center te querem. No entanto, fiquei com um manancial infinito para posts. É que isto dos call centers tem muito que se lhe diga, oh se tem!
Coisas giras que eu vou descobrindo
Achei que gostariam de saber que para se ser operador/a de call-center tem que se passar por um processo de recrutamento mais longo e com mais fases do que quem quer ser astronauta da NASA.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Toma lá que é para aprenderes!
Uma pessoa candidata-se a uma oferta de emprego, seja ela por intermédio de uma empresa de recrutamento ou directamente pela própria fonte do trabalho, e já sabe que vai estar muito tempo à espera de uma resposta, de um possível contacto para ir a uma entrevista. Isto, claro, em caso de resposta positiva, porque em caso de não sermos seleccionados não temos direito nem a um email automático enviado pela estagiária não-remunerada. Já me aconteceu por diversas vezes passarem-se dias e dias entre o período em que submeto a candidatura e a altura em que me contactam para uma entrevista.
Ora, o que me traz aqui hoje é um facto deveras curioso que acabou de me acontecer. Por razões cá da minha vida, ontem passei-me ligeiramente dos nervos e, de rajada, candidatei-me a para aí uma dúzia de ofertas de emprego, umas melhores, outras piores, mas sempre no espírito de “o que vem à rede é peixe”. Hoje, no espaço de uma hora, recebi três chamadas, de três empresas de recrutamento diferentes, a marcar entrevista para amanhã. Por vontade deles, elas eram todas à mesma hora, mas a pessoa lá disse que não, não podia ser e lá conseguiu espaçá-las pelas várias horas que o dia tem.
E agora vamos à parte realmente interessante: e estas entrevistas todas são para que emprego, para te responderem assim tão depressa? Calma, não pensem mais, eu digo-vos: é para a maravilhosa função de operadora de call-center. Sim! Estes, por incrível que possa parecer, dado que dão óptimas condições de trabalho e oferecem regalias ainda melhores, andam sempre à procura de trabalhadores… E ainda dizem que não há trabalho em Portugal! Calões!
Já agora, já tinha concorrido uma vez a uma vaga num call-center, e dessa vez também fui à entrevista (a razão pela qual não fiquei colocada merece um post só para ela), e a resposta também foi rápida: candidatei-me na Sexta e na Segunda estava a receber a chamadinha da praxe por parte da empresa de recrutamento.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Nervos. Muitos nervos.
Isto é todos os dias um camadão de nervos tal que eu não sei onde é que isto vai parar. Não sei não. Há coisas que passam para além do limite do razoável. É que a espera também tem limites.
No início de Janeiro respondi a uma oferta de emprego através de uma empresa de recrutamento. Até foram bastante rápidos a tratar do processo. Passei a fase de avaliação curricular e fui à entrevista. Uma semana depois ligaram-me a dizer que tinha passado à terceira e última fase do processo de recrutamento, mas, como eles já me tinham explicado antes, esta já seria seria na própria empresa e da sua responsabilidade (qualquer coisa relacionada com dinâmicas de grupo).
Já se passaram praticamente três semanas e ainda não me contactaram. A sério, eu começo a ficar ligeiramente transtornada ou mesmo completamente passada. O que será que lhes leva assim tanto tanto tempo? A empresa de recrutamento até já lhes fez o grosso do trabalho ao reduzir as dezenas de candidatos a 3 ou 4 (o número que me disseram que passaria à fase final). De que é que estão à espera? Que alguns candidatos tenham um enfarte do miocárido para a escolha lhes ficar ainda mais facilitada?
Ando aqui com uma comichão nos dedos que acho que só passa quando enviar um email a alguém a questionar a demora, mas duvido que a empresa de recrutamento saiba de mais alguma coisa ou que possa dar-me algum esclarecimento. Mandar um email à dita empresa também não será muito viável, dado que nunca tive contacto directo com eles e acho que era capaz de parecer um bocado desesperado demais. E eu não quero que eles tenham mais um factor para me excluir...
Oh vida... E pronto, vim aqui desabafar um bocadinho, a ver se me acalmo dos nervos e me passam as comichões dos dedos.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Coincidências
Estava aqui a ler as notícias e cheguei a uma conclusão absolutamente brilhante: uns tempos antes de saírem aquelas estatísticas que dão conta do decréscimo dos números do desemprego, eu recebo uma cartinha destas. Coincidência? Não me parece. Acho que é uma óptima forma de limparem as listas do desemprego, porque há muita gente que já nem se dá ao trabalho de responder. Eu quase que me ia esquecendo, mas lá fiz a cruzinha* no sítio certo e pus a carta no correio. Só espero que não se tenha "extraviado" pelo caminho...
![]() |
| Notícia do jornal Público |
*Por acaso, tenho uma certa vontade de, em vez de uma cruz, desenhar um pirete no quadradinho, mas tenho contido esse meu impulso.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Agradece-se um pouco de rapidez...
Eu sei que vivemos tempos em que tudo se passa à velocidade da luz e que o que queremos mesmo é abrandar e viver a vida com mais calma e tempo. Pois, eu normalmente também concordo com isso, mas agora não. Neste momento eu agradecia que as coisas fossem mais céleres e as pessoas se despachassem. Sim, eu sei, elas não têm a minha pressa, para elas é tudo normal, é só mais uma coisa que têm que fazer. Sim, eu entendo tudo isso, mas aqui quem importa sou eu! Gente, despachem-se por favor... Detesto ter a minha vida em suspenso.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Queridas pessoas que decidem as nossas vidas,
será que dava para serem um bocadinho mais rápidas a tomar as decisões?
Agradecida.
Agradecida.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
O problema não és tu. Sou eu...
Acho que já perdi a conta ao número de entrevistas que lixei. Não há volta a dar. Não tenho jeito nenhum para isso e espalho-me ao comprido. Ora é porque sou honesta demais, ora porque não fui totalmente honesta e dei uma resposta-tipo. A verdade é que não fui feita para este mundo de faz de conta, de bajulação e massagens ao ego alheio.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Mais uma forma de escravatura moderna. Esta com o aval do estado.
Partilho convosco um artigo de opinião muito interessante, de Daniel Oliveira, sobre a aberração que são as supostas respostas do estado ao desemprego: "Desempregados e Escravos do Estado".
"Já nem debato aqui a imoralidade deste tipo de contratos, que tratam o desempregado como alguém que deve ser regenerado, em vez de ter políticas ativas de criação de emprego. Já nem falo do truque estatístico, que retira estas pessoas dos números do desemprego. Concentro-me apenas nesta perversidade: para manter o desempregado em atividade, ele ocupa um postos de trabalho, sem o rendimento a que teria direito como trabalhador, contribuindo assim para o seu próprio desemprego. Se o posto de trabalho existe, se o candidato existe, está habilitado para o lugar e, ainda por cima, está desempregado, porque raio não ocupa aquela função como qualquer trabalhador? Porque, desta forma, podem-lhe pagar muito menos e não lhe dar quaisquer direitos e estabilidade."
Podem ler o resto aqui.
"Já nem debato aqui a imoralidade deste tipo de contratos, que tratam o desempregado como alguém que deve ser regenerado, em vez de ter políticas ativas de criação de emprego. Já nem falo do truque estatístico, que retira estas pessoas dos números do desemprego. Concentro-me apenas nesta perversidade: para manter o desempregado em atividade, ele ocupa um postos de trabalho, sem o rendimento a que teria direito como trabalhador, contribuindo assim para o seu próprio desemprego. Se o posto de trabalho existe, se o candidato existe, está habilitado para o lugar e, ainda por cima, está desempregado, porque raio não ocupa aquela função como qualquer trabalhador? Porque, desta forma, podem-lhe pagar muito menos e não lhe dar quaisquer direitos e estabilidade."
Podem ler o resto aqui.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Responder ou não responder, eis a questão!
No outro dia, a Luna tocou num ponto fundamental, numa diferença (que eu diria abismal) entre os processos de recrutamento portugueses e os britânicos, por exemplo. Já falei disto aqui, pois não consigo compreender por que razão as empresas não respondem aos candidatos que não foram seleccionados, acabando por deixá-los na expectativa, sem saber se a vaga ainda está em aberto (quando não são indicados prazos), se estão a analisar as candidaturas ou se a vaga já foi, efectivamente, preenchida. E, de facto, pela minha (ainda pouca) experiência, parece-me que a mentalidade em outros países europeus é bem diferente. Claro que há aqueles que também não respondem, mas parece-me que são, sobretudo, empresas de recrutamento porque, lá está, eles recrutam para vários postos ao mesmo tempo e para lugares que não têm nada que ver uns com os outros. Acho que isso constitui em si um problema, mas não vou falar disso agora, até porque já o fiz.
Queria apenas dar dois exemplos concretos. O primeiro é recente, é de hoje mesmo. Candidatei-me a uma grande empresa britânica uma das maiores na área em que actua. Já não é a primeira vez que o faço e posso garantir que eles têm uma atitude impecável com quem concorre às suas vagas de emprego. Este foi o email automático que recebi logo após a candidatura:
Sim, depois de terminado o prazo de candidatura (que é algo que também é muito bom, pois uma pessoa sabe até quando se pode candidatar e prepara as coisas com calma) e depois de analisadas as candidaturas, eles entram em contacto com todos os candidatos. E deixem-me dizer que é verdade. Da outra vez fizeram-no. Claro que não vale a pena esperar uma resposta personalizada, é um email standard, mas mesmo assim é muito bom saber, mesmo que a resposta seja um "não". É que podemos, pelo menos, fechar aquela porta com certezas.
A primeira vez que respondi a um anúncio para o estrangeiro foi para uma grande empresa, neste caso para a sua sede na Alemanha. Em pouco tempo recebi um email do responsável de recursos humanos a pedir desculpa (!) porque, devido à quantidade de candidaturas que estavam a receber, iam demorar um pouco a analisar a minha.
Passados uns dias (!) recebi outro email, desta feita já da pessoa responsável pela área. Posteriormente, quando foi a altura de saber se passava à fase seguinte, lá recebi o email do responsável dos recurso humanos a dizer que, infelizmente, eu não ia prosseguir. Isto tudo passou-se em meia dúzia de dias e estamos a falar de uma grande empresa, de uma multinacional. E acho que aqui se vê a chamada eficácia alemã...
Acho que é tudo uma questão de haver organização, pessoal competente e, claro, em número suficiente para fazer o trabalho como deve ser. Acho que se pode contar pelos dedos de uma mão o número de respostas (positivas ou negativas) que eu tenho obtido por parte de empresas portuguesas. E as experiências mais positivas que tenho tido são, efectivamente, as de empresas no estrangeiro. Aquelas que, no meio das centenas de candidaturas que devem ter, arranjam cinco minutos para fazer copy/paste de um texto para enviar aos candidatos que não foram seleccionados para entrevista. Nós, cá, é que temos a mania que somos grandes e importantes...
*Neste texto fiz "auto-plágio", ou seja, copiei algumas coisas que já tinha dito, em forma de comentário, no post da Luna.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Ajuda do público
Meus caros leitores e minhas caras leitoras,
depois de um longo silêncio (nem sei como é que vocês têm sobrevivido sem mim), venho aqui hoje aproveitar-me de vós e pedir a vossa ajuda. Sim, preciso da vossa sabedoria.
Ora, sendo eu uma pessoa dada à honestidade e com uma imensa dificuldade em mentir, dou por mim a ser vítima desse mundo cão que são as entrevistas de trabalho. Por isso, peço que recorram à vossa experiência e me digam como é que se responde a perguntas destas:
1) Por que razão pretende trabalhar na área X?
2) Onde é que se vê daqui a 5 anos? (Ou daqui a 10, como me perguntaram na semana passada.)
3) Quem é?
4) ...
[em actualização]
Preciso de respostas abertas e ambíguas o suficiente para que sirvam para qualquer área. Que, no fundo, não digam nada, mas que pareçam lindas e muito dignas. Assim daquelas que alguns recrutadores gostam de ouvir, assim daqueles que precisam que lhes afaguem o ego.
Agradecida
depois de um longo silêncio (nem sei como é que vocês têm sobrevivido sem mim), venho aqui hoje aproveitar-me de vós e pedir a vossa ajuda. Sim, preciso da vossa sabedoria.
Ora, sendo eu uma pessoa dada à honestidade e com uma imensa dificuldade em mentir, dou por mim a ser vítima desse mundo cão que são as entrevistas de trabalho. Por isso, peço que recorram à vossa experiência e me digam como é que se responde a perguntas destas:
1) Por que razão pretende trabalhar na área X?
2) Onde é que se vê daqui a 5 anos? (Ou daqui a 10, como me perguntaram na semana passada.)
3) Quem é?
4) ...
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Preciso de respostas abertas e ambíguas o suficiente para que sirvam para qualquer área. Que, no fundo, não digam nada, mas que pareçam lindas e muito dignas. Assim daquelas que alguns recrutadores gostam de ouvir, assim daqueles que precisam que lhes afaguem o ego.
Agradecida
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