Não compreendo esta nova moda das empresas de recrutamento. Tanto escolhem padeiros como médicos. E eu pergunto: terão realmente competências para recrutar pessoas de áreas tão diversas e tão diferentes? Será possível? Não seria bem mais proveitoso as empresas efectuarem elas mesmas os processos de selecção dos seus trabalhadores? Afinal, são elas que melhor conhecem a função e as características que o "trabalhador ideal" terá que ter! Mas não. Hoje em dia, as empresas com alguma dimensão relegam esta tarefa a estas novas empresas que se dedicam em exclusivo a esta arte que é recrutar trabalhadores.
Há um ano fui chamada por uma delas, mas não foi para uma entrevista. Foi, sim, para realizar um conjunto de testes que diriam a essa gente se eu era uma pessoa inteligente e se poderia, então, passar à fase seguinte, a da entrevista. Pois bem, eu devo ser burra que nem uma porta, um calhau com olhos, mesmo, porque nunca ninguém me voltou a chamar.
Aqueles são, basicamente, testes de lógica, que se assemelham aos que fazemos na escola quando queremos saber por que área enveredar, qual a profissão que queremos ter quando formos "grandes"... E, tal como aqueles que eu fiz no 9º ano, acho que estes também não servem para nada!
Entre encontrar triângulos num mar de círculos, ver para que lado vão virar os quadrados ou escolher entre verde-escarreta e castanho-cocó, ainda gostava que alguém me explicasse em que é que isto diz se eu sou ou não competente para um determinado emprego!
A verdade é que eu tenho a memória de um peixe e a capacidade de concentração de uma criança de quatro anos para estas coisas! Depois de meia-hora o meu cérebro já tinha desligado. Aquilo para mim é um aborrecimento de morte! Já no 9º ano o eram...
Pronto, acho que já perceberam por que razão eu continuo desempregada...
Sem comentários:
Enviar um comentário