terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dicas para piorar um CV

Já dei por mim a olhar para o meu CV e pensar em maneiras de o tornar mais... pobre. Sim, retirar habilitações. 

Imaginemos que eu decido retirar de lá a licenciatura e fazer de conta que tenho apenas o 12º ano. Põe-se aqui um grande problema: como é que eu justifico uma ausência de quase 10 anos? Eu acabei o secundário em 2004... o que é que eu estive a fazer até agora? Sim, porque, para além dos anos que eu passei a estudar, há que justificar também os anos em que eu estive a trabalhar (trabalhos que requeriam uma licenciatura)... 

Eu já tenho algumas ideias:

               - estive em coma profundo;
               - queria ser freira e, por isso, estive num convento;
               - dediquei-me à agricultura;
               - ...

Se alguém tiver mais alguma ideia, faça o favor de dizer! Estou receptiva a tudo!

Agradecida.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sick and Tired

Esta é uma expressão inglesa que significa estar farto, completamente farto. E é assim que eu estou. Farta. Completamente farta. Já não há palavras na língua portuguesa capazes de descrever o estado em que eu me encontro e aquilo que sinto. 

sábado, 26 de outubro de 2013

Para darem respostas destas, mais valia estarem calados. Isto não é propriamente neurocirurgia...

Especificidades da função?! Pelo amor da santa, eu candidatei-me a um lugar de vendedora numa loja de roupa! Pronto, era Boutique Assistant, mas ainda assim...

Outra vez os testes psicotécnicos

aqui disse uma vez que não percebo a utilidade destes testes em processos de recrutamento e volto a repeti-lo: não percebo e não consigo entender a sua utilidade. E ainda não consegui esclarecer a sua fiabilidade. Realizei-os o ano passado e voltei a realizá-los este ano, na mesma empresa de recrutamento e para uma função similar à que me havia candidatado antes.

Foi com alguma surpresa que recebi a convocatória para a realização destes testes de avaliação intelectual e comportamental, mas, apesar do que aconteceu no ano passado, resolvi arriscar e voltar a tentar. Os testes foram exactamente os mesmos, sem tirar nem pôr... E adivinhem lá: passei ou não? O que acham? Pois, como é óbvio, não passei. Acho. Não posso ter a certeza porque eles não nos dão os resultados.

Desta vez, ao contrário da primeira, os testes até me correram bem. Saí de lá convencida de que teria, pelo menos, passado à fase seguinte, a da entrevista. Os dias foram passando e aquilo que eu temia verificou-se: não fui chamada. Fiquei completamente passada e enviei um email à empresa de recrutamento a solicitar o envio dos resultados dos MEUS testes. Passaram-se 10 dias sem obter qualquer resposta. Voltei à carga, tornei a enviar um email, realçando o facto de não ter obtido QUALQUER resposta ao anterior, reiterando o meu pedido, desta vez realçado com negrito, sublinhado e letra vermelha. Nem dez minutos depois, o meu telemóvel tocou e era a própria da recrutadora para se desculpar pela falta de resposta e para dizer que não era política da empresa facultar os resultados dos testes aos candidatos. Voltei a insistir, dizendo que não compreendia por que não os revelavam, dado que, se eu faço testes, gostaria de, pelo menos, saber os seus resultados. E a senhora lá tratou de se proteger dizendo que em lado nenhum a empresa se comprometia a facultar os resultados dos mesmos, porque eles eram contratados por uma empresa para um serviço, e era essa emprega que lhes pagava e que não tinham sequer tempo para facultar os resultados a todos os candidatos. E continuou dizendo que parte da avaliação era subjectiva (?) e que seria difícil colocar isso numa folha de resultados para os candidatos. Pois então, muito obrigada (de nada) e até à próxima.

Portanto, para além de não ter ficado com o emprego (de nem sequer me terem dado essa hipótese), de ter ido gastar dinheiro em bilhetes de comboio e de metro e de ter estado a perder algumas horas do meu tempo a ser alvo de testes dos quais nem sequer sei o resultado, eu pergunto-me para que é que isto serviu, afinal?!...

E, com isto tudo, eu começo a achar que, de facto, devo ter um QI de 0,5... Acho que vou ter que estudar este assunto. E acho que tenho que começar por aqui:



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Não poderia deixar de mencionar aqui esta notícia, que saiu a semana passada no site do jornal Público. E vem mesmo a propósito do que escrevi no post anterior. Resumindo, um sociólogo fez um estudo em que concluiu que os novos emigrantes portugueses em França (e falamos de trabalhadores qualificados) saíram dos país porque querem ser adultos...



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A eterna insatisfação

Eu sei que devia estar contente. Eu sei. Mas não estou. Não consigo estar. Encontrei um trabalho, em part-time, em regime de prestação de serviços. Sim, eu sei, é melhor do que nada (como eu odeio esta expressão!). Mas, mesmo assim, não consigo estar feliz. Ainda não tenho o número de horas definitivo, é verdade, mas também sei que, mesmo a correr bem, não passará de um certo valor, isto, claro, em termos brutos, porque depois há que ir às Finanças e à Segurança Social saber o valor do estrago que eles me vão fazer...

Eu sinto-me num beco sem saída, parece que esta situação não vai mudar nunca e eu só posso escolher uma de duas opções: desempregada ou precária. Não vejo qualquer futuro para mim e isso deixa-me profundamente transtornada. Tento preencher a minha mente com mil e uma coisas diferentes, mas é impossível relaxar, o meu pensamento foge-me constantemente para o mesmo sítio e esse sítio é um beco sem saída. Sinto que não tenho direito a ter uma vida própria. Sinto que não tenho direito a ter a minha vida...

Durante as últimas semanas fui-me enchendo de esperança. De repente, e sem eu estar à espera, começaram a chegar as convocatórias para entrevistas, algumas delas vindas de anúncios aos quais eu já tinha respondido há meses! No entanto, finda essa pequena época encantatória, durante a qual eu me permiti sonhar bem alto, regressei ao mesmo vazio de sempre, com uma queda muito forte e muito bruta, apenas amortecida por um pequeno prémio de consolação que é este trabalho. É isso mesmo, tendo em conta o leque de possibilidades que eu tinha há uns dias, este parece mesmo apenas um pequeno prémio de consolação. Mas eu quero mais, muito mais. Eu preciso de muito mais, porque eu preciso, e mereço, uma vida a sério.