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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Mais um NÃO.

No final da semana passada recebi o email por que tanto ansiava. Tinham-me prometido uma resposta, fosse ela positiva ou negativa. Como podem perceber pelo título, foi mais um NÃO

Não passou à próxima fase.

Na semana anterior, tinha concorrido a uma vaga que tinha sido anunciada nesse mesmo dia. Qual não é o meu espanto quando, ao final do dia, me ligam a marcar entrevista para o dia seguinte! Em Lisboa! Bem, lá fui eu, toda contente, com esperança. Achei que era desta que a sorte me ia bater à porta! Estava tudo a meu favor: vi aquele anúncio e, apesar de preencher a maioria dos requisitos que eles exigiam, estive mesmo quase para não concorrer, pois achava que não teria hipótese; concorri e, no mesmo dia, convocaram-me para uma entrevista! Só podia correr bem! 

Em primeiro lugar, fui apanhar um bocadinho de ar e tive a oportunidade de andar de comboio, que é coisa que eu adoro, mas, tirando isso, mais valia ter ficado em casa. Sempre tinha poupado dinheiro! A senhora, muito simpática e prestável (diga-se de passagem), entrevistou duas pessoas ao mesmo tempo (eu e outra senhora, que por acaso tinha mais de 15 anos de experiência num posto daqueles) e eu fiquei logo muito desconfortável. Para além disso, não me perguntou nada de especial, aquilo que lá fui fazer poderia ter sido feito pelo telefone ou por email, até porque esta era apenas a 1ª de várias fases do processo de recrutamento. 

Portanto, com base no meu Curriculum Vitae, e na opinião que a técnica formou a meu respeito, ela e a entidade para a qual estava a contratar iriam decidir se eu passaria à 2ª fase que era, nem mais nem menos, do aquela dos testes psicotécnicos maravilhosos de que eu já falei aqui. Por este prisma, até foi melhor terem-me dito já que não, pois assim poupei o dinheiro de mais uma viagem de ida e volta a Lisboa em vão. Sim, porque é certo e sabido que eu não passo nesses testes...

Mas, de qualquer forma, fiquei muito triste. Era um área diferente daquela a que estou habituada, mas acho que até poderia fazer um bom trabalho se me tivessem dado sequer uma hipótese. Era para uma boa empresa e tinha um bom salário! 

Por isso, nos últimos dias eu tenho andado com uma neura descomunal!...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sonhar pequenino

Se há coisa que sempre me incomodou neste país, ou melhor, nas gentes que habitam este país, é a incapacidade de sonhar. Mas de sonhar mesmo! Parece que os nossos sonhos têm que ser proporcionais ao tamanho do país: pequeninos, pequeninos. Se é para sonhar, que seja em grande! Se já me tiraram tudo, por favor, não me tirem a capacidade de sonhar!

domingo, 1 de setembro de 2013

Porque isto é tudo uma questão de sorte. E nada mais!

Durante algum tempo, 3 anos para ser mais precisa, achei-me uma pessoa cheia de sorte. Acabei o curso (quatro anos mais um de estágio, não remunerado diga-se de passagem) numa área daquelas que "não têm saídas", como se costuma dizer, e pouco tempo depois arranjei emprego na minha área. Tudo bem, foi um Estágio Profissional, mas ainda assim... 

Quando acabou o estágio, eu fui posta a andar, mas voltei a encontrar emprego na minha área, mas desta vez bem melhor do que o outro. A contrapartida? Era uma substituição. Estive a substituir uma colega que esteve de baixa prolongada durante largos meses. Entretanto ela regressou e eu lá fui à minha vida. Estive uns meses desempregada, sem direito a nada porque não chegava a ter um ano de descontos para a Segurança Social, graças aos moldes do maldito Estágio Profissional. Mas esta situação não durou muito tempo, é verdade, porque uns meses depois voltei a receber um telefonema da empresa onde tinha estado a trabalhar; estavam a chamar-me de novo porque uma outra colega estava no início de uma gravidez de alto risco e iria ficar de baixa durante muito tempo (se a gravidez corresse bem, claro está). E aí fui eu para mais uma substituição. A verdade é que nenhum destes contratos (a termo incerto) era muito seguro! Isto porque, de mês a mês, eu sentia o coração cair-me aos pés, pois legalmente as baixas são renovadas com periodicidade mensal (é o tempo máximo permitido por lei). 

Nesta segunda substituição, tudo correu bem com a gravidez da minha colega, ela teve a sua bebé e eu continuei a substituí-la durante a licença de maternidade. Até que chegou o dia que eu mais temia. A secretária da direcção veio falar comigo para marcar uma reunião com o director. Ora, sabendo eu que o director não era uma pessoa nada formal e que falava connosco a qualquer altura, quando fosse necessário, vi logo do que se tratava: iam dar-me a guia de marcha. Bem, lá no fundo (bem no fundo) eu ainda tinha uma réstia de esperança, lá achava que podia haver uma meia-dúzia de horas para mim! Naquela altura eu já me sentia muito bem naquela casa, estava a adorar o meu trabalho (com muito sangue, suor e lágrimas pelo meio) e já me sentia parte da família! Não queria, de maneira nenhuma, ir embora... Mas aquilo que eu mais temia aconteceu, o director tinha-me chamado para dizer que a minha colega ia voltar, mais cedo do que o previsto (não ia gozar a licença toda) e estava na hora de eu me pôr a andar. Avisou-me das condições do fim do contrato e da carta que eu iria receber (tudo conforme a lei). E agradeceu-me. Sim, agradeceu-me pelo meu trabalho!

E pronto, dai a um tempo já estava, mais uma vez, sem emprego, mas desta feita com direito a protecção social (sobre as minhas aventuras com a Segurança Social e com o Centro de Emprego falo doutra vez, porque merecem um (ou mais) post à parte).

Queria ainda acrescentar que foi por um mero acaso que fui parar a esta empresa. Quando vi que o meu Estágio Profissional estava mal parado e que, ao contrário do que me tinha sido prometido no início, o mais provável era que não fosse integrada na empresa, fiquei com tanta raiva que comecei a fazer candidaturas espontâneas. Enviei, por carta (!), o meu currículo a meia-dúzia de empresas da zona, na minha área de formação, pensando de antemão que não serviria de nada. Só houve uma que me respondeu, dizendo que, naquele momento, não tinham qualquer vaga na minha área, mas que guardariam o meu CV para uma oportunidade futura. Daí a uns meses estavam a ligar-me para fazer a primeira substituição...

Há coisas do arco da velha, não há?! Cada vez mais me convenço que, nisto da procura de emprego, o que mais conta é aquele factor sobre o qual nós não temos qualquer controlo: a sorte!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O que eu fiz durante este ano de desemprego

Quando, há um ano, soube que ia ficar desempregada, achei que deveria arranjar algo com que me entreter enquanto não encontrasse trabalho. Apesar de no início acreditar que não iria ficar naquela situação durante muito tempo, também sabia que precisaria de fazer algo para me ocupar.

Pois, eu podia ter-me dedicado a algo "simples" como o tricot, mas não. Achei que precisava de um desafio. Foi então que resolvi fazer algo que já desejava há algum tempo. Resolvi candidatar-me ao mestrado. Sim, eu ainda sou do tempo em que não havia produção de mestres em série. Fiz a candidatura sem grandes expectativas, pois até achava que não iria ficar colocada. Surpresa das surpresas! Fui aceite.

Em Setembro começou, então, uma nova etapa escolar na minha vida. Foi um ano lectivo muito suado. Os neurónios fartaram-se de trabalhar e quase deram o berro, mas a recompensa foi muito gratificante! Gostei imenso dos professores e de tudo o que aprendi!

Agora, se me vierem perguntar se este mestrado me abre novas possibilidades de emprego, a minha resposta vai ser um não redondo. Sempre o encarei como uma forma de valorização e realização pessoal, de aprender mais sobre uma das minhas áreas de interesse, mas, sobretudo, como UMA FORMA DE MANTER A MINHA SANIDADE MENTAL. Sim, porque estar desempregada não é como estar de férias... Custa muito. E, nesse aspecto, tive sorte. Não pirei de vez durante este ano. Esta é se calhar a parte que mais vezes é descurada ou negligenciada quando falamos de desemprego...

Bem, apesar de ter tido o mestrado para me "entreter", a minha principal preocupação sempre foi a de encontrar um emprego. Continuei sempre a procurar e sabia perfeitamente que, se tivesse que escolher, a minha prioridade teria sempre que ser o trabalho! 

Terminei a parte curricular, agora falta a parte da tese... Mas eu continuo sempre a dizer que o que eu queria mesmo, mesmo, neste momento, era trabalhar! A redacção da tese, essa, se não for compatível com um trabalho, não sendo de todo esquecida, terá que ser adiada, ou ser, pelo menos, feita apenas a "tempo parcial", à medida das possibilidades.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Quem espera também desespera!

Quando andamos à procura de emprego, há dias melhores e dias piores. Há, acima de tudo, uma rotina que se instala, que é a da procura nos sites de emprego. Todos os dias, mais do que uma vez, faço uma ronda pelos sites principais (nada de sítios manhosos) e vejo anúncios para as mais variadas áreas. Concorro a vários. No entanto, à medida que o tempo vai passando e não obtemos qualquer resposta, que é o que custa mais (mesmo as respostas negativas não doem tanto como a ausência de um feedback), vamos entrando em desespero. É nestas alturas que a esperança e boa disposição que fazemos por ter se desvanecem... Já perdi a conta ao número de currículos que enviei! E o que me magoa mesmo é ter concorrido a algumas vagas na minha área, para as quais tenho formação e alguma experiência, e não ter sido, sequer, considerada para uma entrevista... 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

As empresas de recrutamento

Não compreendo esta nova moda das empresas de recrutamento. Tanto escolhem padeiros como médicos. E eu pergunto: terão realmente competências para recrutar pessoas de áreas tão diversas e tão diferentes? Será possível? Não seria bem mais proveitoso as empresas efectuarem elas mesmas os processos de selecção dos seus trabalhadores? Afinal, são elas que melhor conhecem a função e as características que o "trabalhador ideal" terá que ter! Mas não. Hoje em dia, as empresas com alguma dimensão relegam esta tarefa a estas novas empresas que se dedicam em exclusivo a esta arte que é recrutar trabalhadores.

Há um ano fui chamada por uma delas, mas não foi para uma entrevista. Foi, sim, para realizar um conjunto de testes que diriam a essa gente se eu era uma pessoa inteligente e se poderia, então, passar à fase seguinte, a da entrevista. Pois bem, eu devo ser burra que nem uma porta, um calhau com olhos, mesmo, porque nunca ninguém me voltou a chamar. 

Aqueles são, basicamente, testes de lógica, que se assemelham aos que fazemos na escola quando queremos saber por que área enveredar, qual a profissão que queremos ter quando formos "grandes"... E, tal como aqueles que eu fiz no 9º ano, acho que estes também não servem para nada! 

Entre encontrar triângulos num mar de círculos, ver para que lado vão virar os quadrados ou escolher entre verde-escarreta e castanho-cocó, ainda gostava que alguém me explicasse em que é que isto diz se eu sou ou não competente para um determinado emprego! 

A verdade é que eu tenho a memória de um peixe e a capacidade de concentração de uma criança de quatro anos para estas coisas! Depois de meia-hora o meu cérebro já tinha desligado. Aquilo para mim é  um aborrecimento de morte! Já no 9º ano o eram...

Pronto, acho que já perceberam por que razão eu continuo desempregada...

domingo, 28 de julho de 2013

Manifesto

Então, o que é que eu pretendo com este blog? Esta é, com certeza, a questão que passa pela cabeça dos meus muitos milhares de leitores diários que, desde ontem, não param de me questionar sobre o assunto!

Bem, este espaço nasceu da necessidade de partilhar alguns pensamentos, de fazer algumas reflexões e, também, de fazer algumas birras. Pretendo aqui abordar questões relacionadas com o desemprego e com a procura de trabalho, mas também coisas relacionadas com o mundo laboral em geral e com a situação do país (no que diz respeito a esta temática). 

Portanto, se calhar será mais fácil dizer o que é que este espaço não será: não será, definitivamente, um espaço de partilha de truques e dicas de como sobreviver com menos dinheiro; não vou aqui publicitar maneiras de fazerem compras com descontos e cupões; nem vos vou ensinar a fazer Currículos ou dizer como se devem comportar em entrevistas. Pelo menos não é essa a minha intenção. 

Claro que tudo isto pode mudar de um momento para outro, porque aqui apenas me rejo pelas minhas regras e, sobretudo, pela minha vontade e pela minha consciência. 

Vou tentar, pelo menos, não tornar este espaço no meu muro das lamentações...

Por isso, sejam todos muito bem-vindos a este espaço e estejam à vontade para comentar, questionar, chorar ou rir comigo...

sábado, 27 de julho de 2013

Um ano

Estou desempregada há cerca de um ano. Já perdi a conta ao número de currículos que enviei, mas consigo apontar com exactidão matemática o número de vezes em que obtive resposta. Se, durante os primeiros tempos, tentei manter-me sempre positiva e com esperança, devo dizer que nos últimos tempos é o desespero que tem tomado conta de mim. É muito difícil manter manter qualquer tipo de esperança quando à nossa volta parece que tudo desmorona. Mas, porque é preciso manter a sanidade mental no meio disto tudo, lá vamos tentando encontrar maneiras de manter a mente ocupada. Por isso, hoje, dia 27 de Julho de 2013 nasce o blog A Desempregada Marada.